domingo, 20 de novembro de 2016

[Steam] Recomendação - Enter The Gungeon



Enter The Gungeon foi um jogo que me fez ter duas reações: surpresa, e raiva!
Sim, pois o game, de gênero Rogue-Like, que normalmente já faz agente esperar gameplays frenéticos e com uma boa dose de dificuldade, nos primeiros instantes cativa muito, pelo seu background narrativo ser tão bom, pelo design artístico do jogo, que remete tudo a balas e armas de forma cartunesca e bem humorada - que lhe da muitos pontos de originalidade por sinal - e ainda por ter ótimos efeitos visuais, somados a um gráfico pixel art bonito e bem animado.

Bem, até aqui vemos um jogos super promissor, até pra queles como eu que, não são verdadeiros amantes do gênero característico do game, mas que com tantas boas qualidades até faz a mãozinha do comprar tremer, ao passar pela página do jogo na Steam. Dito e Feito.

Depois de algum tempinho de tutorial (muito divertido por sinal) estava pronto pra começar a me aventurar na tão famigerada Dun..  digo, Gungeon que guarda um tesouro tão procurado pelo mais diversos tipos de mercenários.

Aqui já posso adiantar que as experiências seguintes, foram de altas expectativas, que conforme iam sendo atendidas, iam causando confusão. Por que? A bendita da dificuldade. Morrer, como em Dark Souls, é uma coisa normal. E isso é um pouco difícil de entrar na minha cabeça. "Poxa, mas e se eu for super cuidadoso, e fizer o máximo possível pra não entrar em situações de risco e focar na jogabilidade pra me sair bem em qualquer situação? Ai não tem como eu morrer! =O".
No.
Vai morrer sim. Não importa o quão arrojado seja um jogador, o game sempre arrumará um jeito de te colocar numa cilada ou situação em que perder life é inevitável - por conseguinte, logo perde a vida.

Bem, depois de morrer logo vc nota que o jogo não grava nenhum progresso aparente da sua jornada. E então? Sensação de perca de tempo. "Caramba, eu tomei tanto cuidado, cheguei tão longe... até conseguir passar desse maldito Boss. Foi tudo por água abaixo?" SIM.

Pra quem já é amante de Demon, Dark Souls ou Bloodborne esse paradigma já deve ter sido quebrado. Nesses jogos, a morte é um sistema natural do jogo. Ele foi de fato feito pra ser impedoso, e fazer com que vc morra. Mas o mais cruel de tudo isso eh morrer, e perder TUDO, sem NADA ter sobrado pra te ajudar na próxima vida.

Isso me deu raiva e larguei mão de tentar me divertir de novo com ETG.

Simples assim.



 Claro, joguei com um amigo em casa (multiplayer só local viu..triste..) e até que foi divertido apresentar o jogo pra ele. Conseguimos avançar alguns andares mas sempre com finais de gostinho "bem, tempo perdido e nada habilitado.. morreu é game over no pleno sentido da expressão...".

Pois bem, nessas jogatinas com meu amigo notei que haviam NPCs que deveriam ser salvos. E que eles resultariam em serviços que poderiam ajudar-nos nas incursões futuras. "Opa, vejo aqui então alguma forma de progressividade?". Aparentemente sim.

A unica coisa que pude notar que fica "gravado" após a sua última morte é o resgate desses NPCs.
Que no final das contas, vão habilitando diversos serviços que auxiliam na busca dos aventureiros.
Ou destravam uma lojinha, ou um carinha que, com os materiais certos, pode construir atalhos entre as câmaras, um que paga recompensas pela morte uma quantia de certos inimigos, e assim por diante.

Isso deu um novo fôlego pra mim. "Bom, morrer tudo bem, é chato, mas se eu puder viver então, até chegar em um NPC, e salvar sua vida...posso morrer por aqui que na próxima vou ter algo que possa me ajudar =)".

Depois de mais algumas horas puder ver que o jogo realmente é bom: se acostume a morrer, mas lembre-se de tornar cada vida, significativa.

Pontos fortes que posso dizer sobre o game:


  • Indus situações que estimulam o desenvolvimento de Skills: 
    • entrar numa sala, e fazer uma rápida leitura do ambiente pra se posicionar durante os conflitos;
    • nos tiroteios, procurar paredes e quinas pra fazer o "cover", usar os barris ou lustres pra atingir grupos de inimigos...
    • aprender a usar a esquiva do MODO CERTO...sim, pq começar uma esquiva da forma errada te faz terminar com life perdido desnecessário... passar pelas balas, e usar pra tomar distância rapidamente são algumas boas práticas;
  • Indus a situações em que usar de estratégia é inevitável:
    • após algumas salas, dependendo de quanto life você já perdeu, você começará a preferir táticas mais seguras, ou.. dependendo de quanto life sobrou, e quanto da dungeon falta explorar.. até "resetar" ela, pra poupar seu tempo de uma rodada praticamente perdida...
    • os baús encontrados pelo caminho dão recompensas muito bem vindas á aventureiros cansados... e pra abrir, precisa de chaves! São encontradas tanto durante a campanha quanto nos vendedores.. mas tudo a um preço, e as vezes bem caro...
    • em cada vendedor encontrado, você sempre tende a fazer uma análise para saber o que comprar que possa te ajudar dali pra frente. Você faz essa análise pra saber se vai conseguir durar durante ou até depois do chefe.. e quando consegue se preparar bem depois disso, fica mais confiante e positivo.
  • Variedade de Armas, e Mapas gerados aleatoriamente:
    • Sim, existe uma variedade tão extensa quanto criativa. Armas muito legais, e até engraçadas, que ajudam e variam um pouco o ritmo das batalhas. Os itens de habilidades passivas e ativas também dão boa variedade ao gameplay. Cada jogada te traz uma estrutura de dungeon, bem como uma dificuldade relativa diferente. As vezes as batalhas mais difíceis acontecem uma após a outra..e as vezes são intercaladas de forma melhor..e isso impacta no seu progresso da dungeon sempre de forma diferente a cada jogatina.
  • Cada personagem escolhido, faz a diferença no gameplay:
    • Sim, cada carinha tem um conjunto de equipamentos únicos. Não que cada um tenha habilidades únicas, apenas equipamentos. Uns começam com mais proteção, outros já possuem mais de uma arma, algum item de habilidade passiva ou ativa diferenciada, e até mesmo companions que de alguma forma ajudam. Tudo isso faz com que as pós mortes tão desanimadoras as vezes resultem em possíveis re jogadas diversificadas.


Bem, dito tudo isto espero que vocês deem uma chance: isso se não se importam tanto com o fator morrer sem ter mudado nada no seu jogo. Isso aconteceu muitas vezes comigo pra que eu sentisse que deveria gastar mais tempo com o jogo. Acho que ele é parecido com Demon-Dark-Blood, então pros amantes desses jogos é uma ótima pedida. Se não, pode ser que esse jogo seja pra vc o que foi pra mim: quebra de paradigmas. Se vc sobreviver a ele, vai ter descoberto uma nova forma de se divertir com jogos. Se não, nunk mais vai querer jogar esse tipo cruel e difícil de jogo xD.

No mais é isso, até a próxima, Abraços!


Fernando Augusto Pereira Web Developer

Como todo desenvolvedor de softwares, com pouco auto-estima, vejo nos videogames algo que a vida real não mostra. Jogador veterano de Monster Hunter, RPGista entusiasta, e meio barulhento quando o assunto é Fighting Games, um ser vivo que consegue desperdiçar seu valioso tempo da melhor forma possível. O que como? Onde durmo? Daonde tira tantas ideias idiotas? Hoje, no Globo Reporter!

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