quarta-feira, 1 de junho de 2016

[BIOSHOCK] Parece FPS, Tem gosto de Terror, mas é de Suspense


Sabe aquele episódio do Chaves, em que ele começa a vender refrescos feitos com água da chuva, com os mais variados e inusitados sabores?

Bem vamos ver só pra dar aquela relembrada



Haha, pois é, eu me senti igual ao sr. Madruga quando peguei pra jogar Bioshock.
Além é claro de saber que a série Bioshock é super aclamada pela crítica e pela grande maioria dos gamers, eu tinha poucas informações sobre como era de fato, pelo menos o primeiro Bioshock.
Sabia que se passava numa espécie de utopia, uma cidade submersa, onde havia Big Daddys e Little Sisters - personagens icônicos da saga que até quem não a acompanha sabe de onde são.

Porém, ai é que está - que gênero você definiria Bioshock se não o conhecesse? FPS? Aventura/Suspense? Drama/Terror?..bem, de fato o game abrange o melhor de todos estes elementos, não se apegando apenas a um único rótulo. Porém, tudo nele funciona numa harmonia tão convincente que fica difícil defini-lo.

  1. Ele, se enquadra na estrutura de gameplay de um FPS.
  2. Ele possui um cenário fantástico, que serve de pano de fundo para um enredo rico e criativo.
  3. Contém um design artístico digno de obra prima, que retrata a toda a suposta glória da "época da brilhantina", junto com as modas da época (1960~1970) mergulhadas numa bizarra e pitoresca atmosfera anarquista.
  4. Tem um clima de tensão e horror pairando por todo o ambiente.
  5. Cada vilão e/ou situação, testa suas habilidades - e por vezes, seus ideais..


Em resumo, Bioshock se parece muito com esses refrescos do Chaves.
Ele parece um ótimo FPS, de tema bastante original, tem mecânicas de evolução de jogos progressivos, e uma background sem dúvida cativante. Como saber se ele irá te agradar?

Ai é que eu me surpreendi. Eu numca fui muito fã de jogos de Terror - embora, eu pessoalmente não consiga ver os jogos de terror atuais sem agregá-los a uma das muitas vertentes do gênero.
É mais ou menos como Rock. Embora o estilo musical do Rock tenha nascido como Rock and Roll, hoje em dia dificilmente uma música consegue levar esta bandeira pura do Rock, sem misturar tantos dos elementos que foram surgindo com o passar do tempo.

Hoje, quando ouço alguma música que se enquadra no universo do Rock, geralmente da pra se identifica a qual vertente ela pertence - se é um Heave Metal, Punk Rock, Indie Folk, Skate Punk, Metal Gótico, Rock Eletrônico, Rock Industrial, Hard Rock, Black Metal, Grunge, Funk Rock...enfim, existe uma espécie de categoria que aquela música já se enquadra.

No caso dos jogos de terror, eu meio que também enxergo os atuais jogos como que se enquadrando neste sistema de categorias: Terror Visual, Terror Dramático, Horror Bizarro, Terror Demoníaco, Terror Psicológico, Terror com Suspense...etc, etc.

Enfim, depois de toda essa explicação de como encaro jogos de terror, agora entra a parte da minha surpresa. Eu não gosto de todos os tais gêneros de Terror que existem por ai. Lembrando que esta reflexão pertence apenas a minha opinião pessoal. Para mim, o terror tem que estar misturado a alguma outra coisa, algo que dê um destaque especial á história, ou a um personagem, ou á narrativa.
Assim eu tenho coragem de continuar a avançar com ele depois dos momentos torturantes de tensão e medo. Sim, eu sou muito cagão pra altas doses de terror xD..



Bem, voltando a Bioshock, o game trouxe uma espécie de camada de terror bem balanceada, entre terror psicológico - com toda a bizarrice dos inimigos que te caçam, bem como o som que eles fazem, a forma como reagem a você (eles tentam fugir quando vêm que você é um perigo maior que eles, gritam de raiva quando levam chumbo a queima roupa, choram quando estão quase morrendo, resmungando palavras de remorso e ódio...pra sitar só alguns...), os sons que a cidade emite em baixo dágua, com madeiras e canos rangendo, animais marinhos emitindo seus cantos perdidos, as músicas antigas ressoadas por vitrolas ao fundo.
Isso sem contar os icônicos sons que os próprios Big Daddys ficam fazendo enquanto perambulam por Rapture.

Também possui um terror visual bastante marcante, com cenas um pouco incômodas para aqueles mais sensíveis. Como Rapture entrou em uma espécie de conflito civil, incontáveis famílias foram levadas á loucura, tendo suas casas transformadas em palco para as formas mais tenebrosas de assassinato e morte.
Mas todo o clima do jogo não exagera nessas cenas, elas estão lá e fazem o seu papel, mas não são excessivamente enfatizadas a ponto de você perder a vontade de jogar.

Só algumas cenas tensas...rs.

Fora o gênero de terror, e suspense, o jogo também conta com boas mecânicas de FPS.
Embora tenha achado que os inimigos se movem numa velocidade e agem com uma agilidade muito fora da sintonia do personagem - pelo menos no console (Xbox 360), o jogo cumpre bem seu papel como um FPS.

Ele também traz outros sistemas, como habilidades diversas, que tem interessantes efeitos no gameplay, permitindo facilmente a combinação dos poderes dos Plasmids com os efeitos das armas.
Falando em armas, elas também podem receber Upgrades, e todas elas possuem mais de um tipo de munição.
O jogo também conta com um sistema de Hacking, onde você pode hackear certos dispositivos para uso próprio, acessar cofres, câmeras de vigilância ou mesmo pequenos helicópteros que podem servir temporariamente como companion. Finalmente, também pode-se hackear as máquinas onde compramos itens e munição - que disponibiliza mais itens a compra, e também reduz o valor de cada um.

Como se não bastasse, também existe um sistema de Crafting, onde coletamos certos tipos de material, e os transformamos em munição e outros objetos úteis.

Bioshock foi um jogo que me surpreendeu - ele parecia ser uma coisa, tinha gosto de uma coisa, mas na verdade era outra. Parecia ser um jogo legalzinho de FPS com elementos de terror genérico, teve gosto de jogo de terror bem balanceado, mas na verdade foi um grande game de tiro com suspense atrelados a uma história intrigante num cenário grotesco.

Como um refresco de Tamarindo xD.
Me garantiu boas horas de tensão preso a tela.

Bem, esta foi a minha história com Bioshock.
Espero que tenha curtido. E a sua, como foi? O que achou do jogo? Deixe ai nos comentários =).

Até a próxima!




























Fernando Augusto Pereira Web Developer

Como todo desenvolvedor de softwares, com pouco auto-estima, vejo nos videogames algo que a vida real não mostra. Jogador veterano de Monster Hunter, RPGista entusiasta, e meio barulhento quando o assunto é Fighting Games, um ser vivo que consegue desperdiçar seu valioso tempo da melhor forma possível. O que como? Onde durmo? Daonde tira tantas ideias idiotas? Hoje, no Globo Reporter!

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